segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Senado vota adesão da Venezuela ao Mercosul na 5ª


Lula Marques/Folha
O Senado volta a se debruçar, nesta semana, sobre o protocolo de adesão da Venezuela ao Mercosul.

A encrenca vai a voto, na quinta (29), na Comissão de Relações Exteriores. Segue no mesmo dia para o plenário do Senado.

A comissão tem duas opções. Pode aprovar o parecer de Tasso Jereissati (PSDB-CE), que propõe a rejeição do protocolo.

Ou pode optar pelo parecer de Romero Jucá (PMDB-RR), líder de Lula no Senado, que sugerirá que a ratificação do documento.

Antes de deliberar, os senadores realizarão uma derradeira audiência pública. Vão ouvir o prefeito de Caracas Antonio Ledezma.

Vem a ser o principal opositor do presidente venezuelano Hugo Chávez. No início do ano, enviara carta a José Sarney.

No texto, Ledezma dizia que, sob o “autoritarismo” de Chávez, a Venezuela não poderia ser recepcionada no Mercosul.

Hoje, o adversário de Chávez esgrime posição diversa. Dirá aos senadores que a admissão de seu país no mercado comum ajudaria a conter os arroubos de Chávez.

Lula e seus operadores políticos dão de barato que o protocolo, assinado em 2006 e já aprovado pela Câmara, será referendado também pelo Senado.

Escrito por Josias de Souza às 03h07

sábado, 17 de outubro de 2009

Morales e Chávez desafiam Obama a honrar Nobel suspendendo bloqueio a Cuba

Cochabamba (Bolívia), 17 out (EFE).- Os presidentes da Bolívia, Evo Morales, e da Venezuela, Hugo Chávez, desafiaram hoje o chefe de Estado americano, Barack Obama, a fazer por merecer o Nobel da Paz recém-conquistado suspendendo o bloqueio econômico imposto a Cuba.

Tanto Morales como Chávez, que participam da cúpula da Aliança Bolivariana para as Américas (Alba), disseram que os Estados Unidos deveriam suspender o embargo, imposto em 1962.

"Obama não merece (o Nobel). É preciso ver o acontece nos próximos anos. Veremos se ele o merece", afirmou o chefe de Estado venezuelano.

Por sua vez, Morales desafiou Obama suspender o bloqueio contra Cuba e lembrou que, em 28 de outubro, as Nações Unidas votarão a favor ou contra da continuidade da medida.

"Só dois países rejeitam a suspensão do bloqueio econômico: Israel e EUA. Obama tem que cumprir este mandato do mundo e suspender o embargo econômico. Ele tem dois caminhos: se submeter ao mundo ou se submeter a Israel", afirmou.

Os países da aprovarão hoje uma declaração contra o bloqueio econômico e comercial dos EUA a Cuba durante a cúpula que acontece na cidade de Cochabamba, no centro da Bolívia.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Senado aprova voto de censura contra o presidente da Venezuela

MÁRCIO FALCÃO
da Folha Online, em Brasília

O Senado aprovou nesta terça-feira um "voto de cesura" contra o autoritarismo do governo do presidente venezuelano Hugo Chávez. O pedido foi apresentado pelo senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) e já tinha recebido o aval da Comissão de Relações Exteriores. Com a aprovação, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), encaminhará o texto ao parlamento venezuelano.

No requerimento, Ribeiro afirma que Chávez impede um dos principais direitos da democracia que é a liberdade de imprensa. "Através do líder do partido pró-Chávez (UPV), orquestra invasões à última emissora de televisão que não foi cooptada ou fechada, deixando clara a sua intenção de privar o cidadão venezuelano de obter informações imparciais, não só isso, privando o povo de um dos princípios básicos da democracia, ou seja, a liberdade de imprensa", afirma.

Para o tucano, Chávez reforça a postura de ditador ao querer "comprar notícia" ao patrocinar um projeto que prevê a prisão de jornalistas e outros profissionais da imprensa que cometerem os chamados crimes midiáticos.

"Confirmando a postura de ditador, foi encaminhada à Assembleia Nacional, pela Procuradora Geral da Venezuela, Srª. Luisa Ortega Diazo, Projeto de Lei que prevê a prisão de jornalistas e outros profissionais da imprensa que cometerem os chamados crimes midiáticos, querendo claramente manipular a opinião pública ao comparar qualquer notícia jornalística de cunho oposicionista a crime.

O voto de censura também afirma que o governo brasileiro respeita a soberania entre os países mas não pode se calar diante do avanço do estado ditatorial na Venezuela. Um dos argumentos é que a rede de televisão RCTV, que fazia oposição ao governo de Chávez, foi cassada em 2007. "Temos que respeitar a soberania nacional dos Países, más não podemos nos calar diante de tão perigosa escalada do estado ditatorial que se instala num país irmão", disse.

domingo, 16 de agosto de 2009

Chávez promulga lei de educação que provocou protestos

CARACAS, Venezuela, 16 Ago 2009 (AFP) - O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, promulgou no sábado a nova lei de educação, aprovada quinta-feira no Parlamento em meio a muitos protestos.

Em um teatro de Caracas, o presidente assinou a nova lei, rejeitada pela oposição, estudantes e reitores universitários.

"É a lei que abre caminho para a educação liberadora.

Ainda há muitas correntes a quebras, as do colonialismo e atraso cultural, para a revolução profunda, a criação do homem e mulher novos, a revolução socialista", declarou Chávez.

"A democracia verdadeira só poderá existir no socialismo", insistiu.

Na sexta-feira, representantes da oposição venezuelana anunciaram uma grande mobilização nacional para pedir um referendo sobre a lei, que consideram inconstitucional.

Os críticos afirmam que a nova lei concede um papel onipotente ao Estado e prevê uma doutrinação, de acordo com os postulados do governo Chávez, que defende um "socialismo do século XXI".

"Saíram a provocar, ameaçam que vão queimar a lei, que não vão cumprir.

Estão enlouquecidos e peço que reflitam.

Esta lei vai beneficiar todo o país, eles também. Estão tentando desestabilizar com um protesto violento", declarou Chávez no sábado.

UOL Celular

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Senado discute adesão da Venezuela ao Mercosul

A Comissão de Relações Exteriores do Senado discute nesta quinta-feira (9), às 10h, a adesão da Venezuela ao Mercosul.

Participam o governador do Amazonas, Eduardo Braga, o deputado federal e ex-governador de Roraima Neudo Campos, o ex-prefeito do município de Chacao, na região metropolitana de Caracas, Leopoldo López, e o escritor Gustavo Tovar-Arroyo.

Às 14h30, foram convidados o secretário-geral do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Samuel Pinheiro Guimarães, o ex-ministro do Itamaraty Luiz Felipe Lampreia, o embaixador da Venezuela no Brasil, Julio Garcia Montoya, e o professor da UnB Carlos Pio.

Fonte: Agência Brasil

terça-feira, 26 de maio de 2009

Afetado pela crise, Chávez vem ao Brasil discutir crédito e Mercosul

Afetado pela queda do preço do petróleo e pela escassez de crédito internacional, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, chega nesta terça-feira à cidade de Salvador (BA) para discutir maior acesso aos financiamentos do BNDES, além de reafirmar compromissos para a entrada do país no Mercosul.

O encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva faz parte da série de reuniões trimestrais entre os dois líderes, que começou em 2007.

Lula e Chávez deverão avançar nas discussões sobre a ampliação do crédito à Venezuela, via BNDES.

A proposta, que já vem sendo costurada pelos dois países, prevê financiamento a obras de infraestrutura realizadas por empresas brasileiras naquele país, com potencial de chegar, a princípio, em US$ 4 bilhões.

Uma fonte do governo venezuelano ouvida pela BBC Brasil, no entanto, afirmou que o valor da linha de crédito do BNDES poderia girar entre US$ 5 bilhões e US$ 10 bilhões.

Alguns projetos já foram prospectados pelo banco brasileiro, entre eles, a ampliação da rede de metrô em Caracas, no valor de US$ 730 milhões. No ano passado, o Brasil enfrentou problemas com o financiamento a uma hidrelétrica no Equador, que alegou deficiências tanto no contrato como na prestação do serviço, a cargo da empresa Odebrecht.

Apesar dos atritos diplomáticos, o governo equatoriano aceitou pagar a dívida, no valor de U$ 200 milhões.

A avaliação do governo brasileiro é de que não há motivos para "presumir" que a Venezuela adotará a mesma postura. "Eles têm pago os financiamentos em dia", diz uma fonte diplomática.O governo da Venezuela anunciou recentemente que suas receitas com o petróleo caíram pela metade este ano, como reflexo da crise financeira internacional.

Segundo previsão do Fundo Monetário Internacional(FMI), o PIB do país deverá cair 2,2% este ano.

Mercosul
Outro assunto que deve ocupar grande parte da agenda nesta terça-feira são os preparativos para a entrada da Venezuela no Mercosul. O assunto está nas mãos do Senado brasileiro, que recentemente pediu novas informações sobre o processo de adesão.

Os senadores querem detalhes sobre como a Venezuela pretende se adequar às regras do grupo antes de decidir se levam ou não o assunto a plenário.

A expectativa é de que o presidente da Venezuela apresente, durante o encontro, uma proposta mais específica de adesão à Tarifa Externa Comum (TEC).

Prazos e percentuais já foram definidos, mas os produtos "de exceção" ainda não."Existem diversos pontos que precisam ser esclarecidos.

Há registros, por exemplo, de atraso no pagamento pelos produtos brasileiros exportados para a Venezuela", diz o senador Eduardo Azeredo, presidente da Comissão de Relações Exteriores.

O presidente da Federação das Câmaras de Indústria e Comércio Venezuela-Brasil, José Francisco Marcondes Neto, diz que os venezuelanos estão "empenhados" para chegar à reunião desta terça com um cronograma mais detalhado, mas que a aprovação do assunto pelo Senado "não depende disso".

"A aprovação pelo Senado não depende desses detalhes. Brasil e Argentina até hoje discutem quais produtos devem fazer parte da lista de exceções", diz.

Estados Unidos
Além das conversas sobre financiamento do BNDES e Mercosul, a pauta do encontro entre Lula e Chávez inclui ainda a relação com o governo americano.

O assessor para assuntos internacionais do Palácio do Planalto, Marco Aurélio Garcia, diz que os dois presidentes vão discutir "os avanços" na relação entre Chávez e o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama."Estamos muito satisfeitos com o progresso das relações entre os dois países", disse Garcia.

Segundo ele, a Venezuela "deu passos positivos" para uma maior aproximação com os Estados Unidos, como a indicação de um diplomata "de altíssimo nível" para representar a Venezuela em Washington.

De acordo com Garcia, Lula e Chávez deverão ainda repassar toda a agenda bilateral, que inclui acordos de cooperação nos setores bancário, agrícola e industrial.

*Colaborou Claudia Jardim, de Caracas para a BBC Brasil
UOL

sábado, 18 de abril de 2009

Obama cumprimentou o venezuelano Hugo Chávez, que declarou querer ser “amigo” de do presidente americano

O Globo

Aproximação entre EUA e Cuba avança
Hillary e Raúl admitem erros passados, e Obama pede novo começo com a ilha

No momento de maior degelo das relações entre EUA e Cuba desde a decretação do embargo comercial à ilha, há 47 anos, o presidente americano, Barack Obama, disse ontem que deseja “um novo começo” com o país. A declaração de Obama, feita na abertura da Cúpula das Américas, se seguiu ao reconhecimento de erros do passado por ambas as partes. A secretária de Estados dos EUA, Hillary Clinton, reconheceu que a política de embargo fracassou, depois que o presidente de Cuba, Raúl Castro, se disse disposto a negociar “tudo”. As atitudes de Obama e Castro eclipsaram o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, que cumprimentou o americano, sorridente, e disse: “Quero ser seu amigo”. (págs. 1, 26 e 27)


Lula e Chávez, estratégias opostas
Na disputa pelo papel principal na Cúpula das Américas, Lula e Chávez têm estratégias opostas: o brasileiro reforça sua liderança atenuando os conflitos que o venezuelano insiste em instigar. (págs. 1 e 27)

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Folha de S. Paulo

Obama propõe ‘novo começo’ com cubanos
O presidente Barack Obama disse na abertura da Cúpula das Américas, em Trinidad e Tobago, que os EUA buscam “novo começo” com Cuba, relata Sérgio Dávila. Sobre as relações com o continente, Obama repetiu o que dissera sobre o Brasil. “Não há parceiro sênior e parceiro júnior, há engajamento baseado em respeito mútuo, interesses comuns e valores compartilhados”, disse. Ele cumprimentou o venezuelano Hugo Chávez, que declarou querer ser “amigo” de Obama. (págs. 1 e A13)


Clóvis Rossi – Contagem regressiva para o término do embargo já começou
Começou a contagem regressiva para o fim do embargo dos EUA a Cuba. Raúl Castro se diz disposto a conversar sobre todos os temas. Hillary Clinton devolve na mesma moeda. Acabarão fatalmente conversando, pois é do interesse mútuo. (págs. 1 e A2)

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O Estado de S. Paulo

Manchete: Obama pede ‘novo começo’ nas relações com Cuba
Em mais um gesto de aproximação, presidente fala em contato direto

O presidente Barack Obama afirmou que os EUA querem “um novo começo” em relação a Cuba. Obama fez a declaração ao chegar a Trinidad e Tobago, para participar da Cúpula das Américas. “Precisamos superar décadas de desconfiança. Gostaríamos de falar com os líderes cubanos sobre direitos humanos, reforma democrática e questões econômicas”, disse Obama. Havana e Washington vêm trocando gestos de aproximação. A Casa Branca se disse “impressionada” com a declaração do presidente cubano, Raúl Castro, que se dispôs a discutir “tudo” com os EUA. Mas afirmou esperar atos concretos, como a soltura de presos políticos. Apesar dos progressos, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, ameaça boicotar a declaração da cúpula por causa de Cuba. (págs. 1, A18 e A19)

OEA discutirá volta de Havana
O secretário-geral da OEA, o chileno José Miguel Insulza, disse que pedirá aos integrantes da organização que readmitam Cuba. A próxima reunião será em junho. Cuba foi suspensa em 1962, no auge da Guerra Fria. (págs. 1 e A12)


Notas e Informações – Castro responde a Obama
O mero enunciado dos direitos e liberdades suprimidos em Cuba é uma resposta política de Raúl a Obama. (págs. 1 e A3)

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Jornal do Brasil

Amigos
Sem provocações – Oito anos após o último cumprimento entre o presidente venezuelano e um líder americano, Chávez e Obama deram um aperto de mãos, ontem, na Cúpula das Américas. pág. 1, Internacional e pág. A21)

Tempestade ainda não se dissipou
Paul Krugman – Obama vê “brilhos de esperança”, e o mercado tem estado frenético. É a hora de soar o alarme de que os céus estão limpos? Não. Dou quatro razões para cautela. (pág. 1, Economia e pág. A19)

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Correio Braziliense

Obama prega mudança entre EUA e Cuba
Na chegada à 5ª Cúpula das Américas, em Trinidad e Tobago, presidente norte-americano defende nova relação com a ilha e agrada aliados de Fidel como Hugo Chávez. (págs. 1, 26 e 27)