sábado, 25 de junho de 2011

Chávez: doença mal explicada

SRZD - ‎há 3 horas‎
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, chegou a Havana, capital de Cuba, no dia 8 de junho, e dois dias depois foi submetido a uma cirurgia para a retirada de um abscesso pélvico. No dia 13, em entrevista a rede estatal "Telesur", o próprio Chávez ...
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Jornal diz que quadro de saúde de Hugo Chávez é crítico
















Redação Central, 25 jun (EFE).- O presidente venezuelano, Hugo Chávez, enfrenta "um quadro clínico crítico", segundo uma informação publicada pelo periódico "El Nuevo Herald" de Miami, que cita "fontes da inteligência americana".

Segundo o diário, o quadro de Chávez é "crítico, não grave, mas crítico, complicado", e acrescentou que estas fontes "não puderam confirmar as versões" que circularam na internet de "que o líder venezuelano está tratando um câncer de próstata".

As fontes citadas pelo "El Nuevo Herald" dizem que a filha de Chávez, Rosinés, e sua mãe, Marisabel Rodríguez, partiram há poucos dias "com urgência" da Venezuela rumo a Cuba em um avião da força aérea.

Já o "Miami Herald" tem como foco neste sábado a "ausência de um substituo confiável" na Venezuela.

Segundo os "observadores" anônimos citados pelo veículo, já que o PSUV - partido que governa a Venezuela - "está divido em facções que se enfrentam e carece de liderança", se o presidente desaparecesse "deixaria um vazio impossível de cobrir".

Após 12 dias de silêncio desde que foi internado em um hospital de Havana para tratar um "abscesso pélvico", Chávez transmitiu em 24 de junho, dia festivo em que a Venezuela relembra a batalha de Carabobo, várias mensagens através de sua conta no Twitter.

"Estou daqui com vocês na dura jornada diária! Até a vitória sempre! Nós estamos vencendo! E Venceremos!", disse em sua conta na rede social.

O irmão do presidente Adán Chávez assinalou na quarta-feira que o líder poderia retornar a seu país em 10 ou 12 dias, às vésperas da cúpula presidencial da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), que acontecerá nos dias 5 e 6 de julho em Caracas.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Ibama do Amazonas tenta devolver 270 canários à Venezuela (Postado por Erick Oliveira)

O Ibama do Amazonas tenta devolver 270 pássaros à Venezuela. Os canários-da-terra foram transportados de forma ilegal até o Brasil, em minúsculas gaiolas escondidas em bagagens. As aves estão sob os cuidados do órgão ambiental em Manaus.
Elas foram apreendidas pela Polícia Federal na última segunda-feira (20) no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, na capital do estado. Um suspeito foi preso, mas ganhou direito de responder em liberdade.
O problema agora é que os 270 canários podem ser sacrificados caso não seja possível devolvê-los ao país de origem. A legislação brasileira proíbe que animais exóticos, ou seja, oriundos de outros países, sejam soltos aqui. Questões burocráticas tornam a opção de repatriá-los demorada. O Ibama do Amazonas não tem registro de uma medida similar.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Após "anos maravilhosos com Lula", Chávez afina relação com Dilma

Presidente venezuelano faz visita oficial ao Brasil nesta segunda-feira
Priscilla Mendes, do R7, em Brasília
Roberto Stuckert Filho/PRRoberto Stuckert Filho/PR
Presidente Dilma Rousseff cumprimenta Hugo Chávez durante cerimônia oficial da chegada dele ao Brasil

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Em visita oficial a Brasília nesta segunda-feira (6), o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, lembrou dos “oito anos maravilhosos” com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pediu à sua sucessora, Dilma Rousseff, ajuda para consolidar a América Latina como uma “zona de paz”.

Chávez disse que o Brasil é “uma pátria cada dia mais amada” e relembrou da primeira vez em que viu Dilma, na época ministra da Casa Civil. O presidente contou que ainda não a conhecia e que teve que perguntar ao colega Rafael Correa, presidente do Equador, quem era “essa mulher”.

- Eu confesso a minha ignorância porque eu não a conhecia apesar da sua trajetória. Eu perguntei ao Rafael [Correa, presidente do Equador] quem é essa mulher? Não estou dizendo que tive uma premonição, mas somente então nesse momento eu vi aquela figura para essa nova hora de nossa realidade. Por isso me dá uma grande alegria, grande emoção de estar nessa primeira reunião.

O político declarou que não quer invasões nem bombardeios e disse contar com a ajuda brasileira para fazer “justiça social”.

- Temos que consolidar nossa America Latina como uma zona de paz aqui não queremos mais guerras, não queremos mais invasões, não queremos bombardeios. Nós, unidos, conscientes e nos integrando cada dia mais.
Chávez desejou "força" a Palocci

O discurso de Chávez durou pouco mais que 20 minutos e foi descontraído, fazendo referências a Lula e à relação já amistosa que ambos os países cultivaram nos últimos oito anos. Diferentemente da fala de Dilma, que leu um discurso técnico e focado nas áreas de cooperação técnica e nos números da balança comercial entre Brasil e Venezuela.


Ao final do discurso, Chávez mencionou ainda o nome do chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, que integrou o primeiro mandato de Lula e que hoje enfrenta acusações de tráfico de influência e enriquecimento ilícito. Mais cedo, ao chegar ao Palácio do Planalto, o venezuelano abraçou o ministro e lhe desejou “força”.

- Trabalhemos duro para firmar nosso relacionamento e acelerá-lo, para cumprirmos e reafirmarmos nosso relacionamento maravilhoso dos oito anos Lula, com você [Dilma] com Palocci, que esteve sempre junto, porque é praticamente a mesma equipe.

Acordos em várias áreas foram assinados

A presidente Dilma, em discurso técnico, disse “muchas gracias” por Chavéz ter aceitado o convite e mostrou dados da balança comercial entre ambos os países, que no ano passado fechou em R$ 4,7 bilhões, segundo ela.

Ministros venezuelanos e brasileiros de diversas áreas assinaram uma série de atos de parceria em áreas como petróleo, construção civil, comércio e agricultura.

- Os tempos nos colocam desafios fortes em todas as áreas, na economia, política, cooperação internacional, desafio científico e, sobretudo, no plano social. Queremos promover melhoria das condições de vida nos nossos países e tenho certeza que a Venezuela por sua política interna e o Brasil, agora pelo Brasil Sem Miséria, serão capazes.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Chávez visita Dilma para reforçar parceria privilegiada com Brasil

Foto: Evaristo SA/AFP Zoom Dilma e Chávez se encontraram na manhã de hoje em Brasília Dilma e Chávez se encontraram na manhã de hoje em Brasília

Da Agência Brasil

mundo@eband.com.br

Após adiar a visita ao Brasil há menos de um mês por causa de dores no joelho esquerdo, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, se encontra na manhã desta segunda-feira com a presidente Dilma Rousseff no Palácio do Planalto. Em seguida, eles se reúnem com os ministros dos dois países e depois fazem uma declaração à imprensa. Chávez almoça com Dilma, no Palácio Itamaraty e, depois pretende retornar a Caracas.

Pelo menos 30 acordos de parceria entre a Venezuela e o Brasil foram discutidos desde o fim do mês passado até o último fim de semana. Alguns deles, porém, deverão ficar para uma segunda etapa de reunião entre os dois presidentes. 

Em julho, será a vez de Dilma retribuir a visita de Chávez, participando de uma série de eventos na Venezuela. De acordo com negociadores brasileiros, as visitas indicam que ambos têm o objetivo de intensificar as relações bilaterais. Em 2010, o comércio bilateral totalizou US$ 4,6 bilhões, um crescimento de 11,8% em relação a 2009, sendo que as exportações brasileiras alcançaram US$ 3,8 bilhões.

Em geral, o Brasil exporta para a Venezuela alimentos, frango desossado e carne bovina, enquanto os venezuelanos vendem para os brasileiros, essencialmente, petróleo e derivados. A Venezuela tem o terceiro maior PIB (Produto Interno Bruto) da América do Sul e importa 75% dos alimentos que consome.

Para os venezuelanos, segundo as autoridades brasileiras, o Brasil ocupa a posição de parceiro privilegiado em decorrência das várias iniciativas que há de empresas públicas e privadas brasileiras em  território venezuelano.

A CEF (Caixa Econômica Federal) vai colaborar no gerenciamento do programa de financiamento habitacional na Venezuela. A Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), a Eletrobras (Centrais Elétricas S.A) e a ABDI (Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial) mantêm acordos de cooperação com o governo e empresários do país.

No começo de maio, Chávez agendou visitas ao Brasil, Equador e a Cuba. Mas, segundo ele, por recomendação médica, adiou as visitas para ficar de repouso por causa de uma inflamação no joelho esquerdo.

A viagem de Chávez ao Brasil estava marcada para o último dia 10, mesmo dia em que o Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS, na sigla em inglês) divulgou relatório denunciando que o presidente da Venezuela havia prometido enviar, em 2007, US$ 300 milhões às Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia). A informação foi negada pelas autoridades venezuelanas.
    
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Rousseff e Chávez sustentarão primeiro encontro bilateral





  
Imagen activaBrasília, 6 jun (Prensa Latina) Os presidentes do Brasil, Dilma Rousseff, e da Venezuela, Hugo Chávez, sustentarão hoje aqui seu primeiro encontro bilateral destinado a fortalecer a aliança estratégica assinada entre ambos países em 2005. Fontes do Ministério brasileiro de Relações Exteriores indicaram que a reunião entre Rousseff e Chávez será uma oportunidade para apresentar novas iniciativas de cooperação bilateral, com atenção especial na integração fronteiriça.

Agregaram que no âmbito da aliança estratégica, as duas nações executam planos inovadores nas áreas de planejamento econômico, desenvolvimento regional, colaboração industrial, produção agropecuária, habitação e financiamento de moradias, gerenciamento de crise de abastecimento e acesso a serviços bancários.

Venezuela e a região Norte do Brasil têm economias complementares, apontaram as fontes diplomáticas, que sublinharam a existência de um grande potencial para o desenvolvimento de planos de integração fronteiriça, com benefícios para as populações dos dois países.

Detalharam que já está em operação a extensão da rede de fibra óptica venezuelana em território brasileiro, que tem permitido o acesso a conexões de alta velocidade nos estados de Roraima e Amazonas, e a ampliação da linha de transmissão da hidroelétrica de Guri, que abastece 90 por cento da eletricidade de Roraima.

As fontes destacam que a Caixa Econômica Federal e o Banco da Venezuela abriram agências na zona limítrofe, com o objetivo de fomentar o desenvolvimento de pequenos negócios e o comércio exterior. Indicaram também que a Venezuela adotou o padrão nipo-brasileiro de TV Digital.

A chancelaria brasileira exalta que o encontro entre Rousseff e Chávez ocorre em um momento de recuperação do comércio bilateral. Depois de um retrocesso em 2009, devido à crise financeira internacional, em 2010 as trocas comerciais ascenderam a 4,6 bilhões de dólares, cerca de 11,8 por cento superior ao ano anterior.

Desse total, 3,8 bilhões de dólares correspondem a exportações brasileiras, um aumento de 6,7 por cento em comparação com 2009, enquanto as exportações venezuelanas somaram 832 milhões de dólares, ao redor de 43,2 por cento a mais que há dois anos.

As estatísticas acrescentam que nos quatro primeiros meses de 2011 o fluxo comercial Brasília-Caracas ultrapassou o 1,5 bilhão de dólares. Além disso, o Brasil tem investimentos na Venezuela em infraestrutura -hidroelétricas, estradas e metrô-, siderurgia, petroquímica, construção naval e indústria de processamento de alimentos.

Notas jornalísticas de Caracas referem que em seu programa semanal Alô Presidente, Chávez informou que temas de integração regional, desenvolvimento industrial e agrícola, financeiros, energéticos e de infraestrutura centrarão a agenda da primeira reunião trimestral com Rousseff.

De acordo com Chávez, a reunião com a chefe de Estado anfitriã também potenciará os vínculos no setor agropecuário, particularmente beneficiosos para a Venezuela. Temos projetos de desenvolvimento agroindustrial, como os matadouros, a avicultura e o impulsionamento à soja, disse.

O presidente venezuelano assinalou também o interesse de conversar sobre a unidade regional e, em específico, sobre o rendimento definitivo de Caracas ao Mercosul (só falta a aprovação do Congresso do Paraguai) e o nascimento em julho próximo da Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos.

mv/ale/es