sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Milhares vão às ruas no dia da 'posse ausente' de Chávez na Venezuela


Dezenas de milhares de venezuelanos encheram nesta quinta-feira (10) as ruas do centro da capital, Caracas, aos gritos de "Eu sou Chávez!", no dia em que o presidente deveria assumir seu novo mandato.

O grave estado de saúde do mandatário o mantém hospitalizado em Havana há um mês.

"Como ele não pode vir, estamos aqui para tomar posse. Nós o amamos", disse à France Presse Cleofelia Aceros, enquanto caminhava em direção ao palácio presidencial de Miraflores, lugar marcado para a concentração, pela avenida Urdaneta, ocupada por uma maré vermelha de chavistas.
 
À tarde, o vice-presidente venezuelano,Nicolás Maduro, se juntou à concentração programada pelo governista Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV).

Vestido com um traje esportivo vermelho, Maduro subiu no palco principal, enquanto os presidentes da Bolívia, Evo Morales, da Nicarágua, Daniel Ortega, e do Uruguai, José Mujica, ocupavam seus assentos, assim como outros ministros e autoridades da região.
Chavistas reúnem-se em frente ao palácio de Miraflores, em Caracas, nesta quinta-feira (10) (Foto: AFP)Chavistas reúnem-se em frente ao palácio de Miraflores, em Caracas, nesta quinta-feira (10) (Foto: AFP)
Depois da chegada de Maduro e do número três do chavismo, Diosdado Cabello, a multidão cantou o hino venezuelano acompanhando uma gravação em que era possível ouvir a voz do mandatário, de 58 anos.

Com um "Até a vida sempre!", Hugo Chávez se despediu há um mês dos venezuelanos para viajar a Cuba para ser submetido pela quarta vez a uma cirurgia contra um câncer.
Desde então, Chávez, que durante 14 anos de governo manteve uma presença quase diária nas telas de televisão, não tem se comunicado com o país.

Seu estado é "estacionário", em um quadro de insuficiência respiratória, segundo o último boletim divulgado na segunda-feira pelo governo.

"Se Chávez tivesse vindo hoje tomar posse, eu também teria vindo. Não muda nada o fato de não estar aqui. Levamos ele no coração", afirmou Luis Brito, de 60 anos, professor de Direito vindo de Puerto la Cruz (noreste).

O ato transcorreu em um ambiente descontraído depois de uma forte controvérsia constitucional resolvida pelo Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) na véspera.
A instituição decidiu que Chávez não deve ser substituído e que seu governo será mantido, em decisão aceita pelo líder da oposição, Henrique Capriles.
Apoiador de Chávez ergue uma bandeira com o rosto do presidente durante passeata em Caracas (Foto: Ariana Cubillos/AP)Apoiador de Chávez ergue uma bandeira com o rosto do presidente durante passeata em Caracas (Foto: Ariana Cubillos/AP)
Chavistas reúnem-se em frente ao palácio de Miraflores, em Caracas, nesta quinta-feira (10) (Foto: AFP)Chavistas reúnem-se em frente ao palácio de Miraflores, em Caracas, nesta quinta-feira (10) (Foto: AFP)
Chávez conta com uma permissão ilimitada da Assembleia Nacional, de maioria governista, para se ausentar do país "por todo o tempo que precisar para cuidar de sua doença".
O TSJ rejeitou que seja preciso declarar a "falta temporária" do presidente - como exigia a oposição -, o que depois de seis meses de ausência conduziria a novas eleições.
Maduro, que classificou a decisão do TSJ de "veraz, apegada às leis da República", informou que conversou por telefone com a presidente Dilma Rousseff, que não participou da cerimônia em Miraflores.
Segundo Maduro, Dilma ratificou 'toda a sua confiança no desenvolvimento da democracia venezuelana", depois da divulgação da sentença do tribunal.
"Estamos muito felizes" com a decisão do Tribunal "que leva paz, tranquilidade e sossego a todo o povo da Venezuela", afirmou, por sua vez, o chefe do Comando Estratégico Operacional das Forças Armadas, Wilmer Barrientos.
Barrientos informou na quarta-feira que o exército reforçou os postos fronteiros para atingir "esta sensação de paz que o povo venezuelano exige".

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013


Governo chama povo às ruas em dia de posse sem Chávez



Com as palavras de ordem "Todos somos Chávez" e "Todos somos presidente", centenas de milhares de simpatizantes do presidente venezuelano, Hugo Chávez, foram convocados às ruas, nesta quinta-feira, para apoiar o líder venezuelano, que não estará em Caracas para tomar posse em um novo mandato à Presidência, como previsto.
Chávez foi reeleito no início de novembro para um novo mandato de seis anos na Presidência, mas permanece desde o início do mês passado em Havana, em Cuba, onde passou por uma quarta cirurgia para combater um câncer. Fontes do governo dizem que ele vem se recuperando de uma severa infecção pulmonar e de outras complicações do tratamento.
O governo alega que a posse de Chávez para um novo mandato seria apenas uma formalidade, já que ele é e continuará sendo o presidente. Na terça-feira, a Assembleia Nacional aprovou um pedido para que ele se ausente do país por tempo indeterminado enquanto se recupera.
Várias mensagens no microblog Twitter nos últimos dias ajudavam a convocar a manifestação desta quinta-feira. Na noite de quarta, o hashtag (etiqueta) #NosotrossomosChávez era um dos mais comentados no site na Venezuela.
Além de mostrar força social e unidade, o governo também quer dar legitimidade internacional ao novo mandato. Devem participar das comemorações o presidente da Bolivia, Evo Morales, o uruguaio Jose "Pepe" Mujica, o ex-presidente paraguaio Fernando Lugo e o chanceler equatoriano, Ricardo Patiño.
Continuidade
Essa é a primeira vez na história do país que haverá continuidade da gestão, sem que o presidente eleito preste juramento diante da Assembleia Nacional. A "situação especial" foi analisada pela Sala Constitucional do Tribunal Supremo de Justiça, que determinou, na quarta-feira, que há "continuidade administrativa" do Executivo por se tratar de uma reeleição .
Desta maneira, não haverá mudanças na direção do país como exigia a oposição: Chávez continua sendo o presidente e seu gabinete permanece intacto, em exercício de suas funções.
"O Poder Executivo, constituído pelo presidente, vice-presidente, ministros e demais órgãos e funcionários, seguirá exercendo suas funções com fundamento no princípio da continuidade administrativa", afirmou a magistrada Luisa Estella Morales, presidente do TSJ.
A decisão do Supremo colocou fim a um impasses sobre um artigo ambíguo da Constituição que vinha sendo alvo de disputa entre governistas e opositores há dias. Para a oposição, ante a ausência de Chávez na posse, o Parlamento deveria declarar "ausência temporária" do cargo e exigiam que o presidente da Casa, Diosdado Cabello, assumisse a presidência interinamente.
Para a ala oposicionista mais radical, o Supremo deveria declarar "ausência absoluta" do líder venezuelano, decreto utilizado somente em caso de morte ou de impossibilidade mental de manter-se em funções.
O Supremo rejeitou essa interpretação. "Não há ausência absoluta (...) nem sequer ausência temporária. O presidente solicitou uma autorização para ausentar-se do país por razões de saúde, que lhe foi dada (...). Ontem (terça) a Assembleia Nacional voltou a autorizá-lo", afirmou Morales. O Parlamento renovou a autorização para que Chávez permaneça fora do país o "tempo necessário" para sua recuperação.
Oposição recua
"O tribunal deu uma interpretação para resolver um problema que o governo tem", afirmou Henrique Capriles, governador do Estado de Miranda e ex-candidato presidencial, questionando a independência da Justiça.
Apesar da crítica, a oposição recuou e disse acatar o parecer do TSJ, contrariando as ameaças feitas durante a semana de que poderiam recorrer a instâncias internacionais.
Capriles desvinculou-se, inclusive, da ala radical da oposição que pedia que fosse decretada ausência absoluta de Chávez seguida da convocação de eleições. "O presidente é Hugo Chávez", disse, em nome da coalizão opositora, em entrevista coletiva em Caracas.
Um observador vinculado com a oposição afirmou à BBC Brasil que o objetivo da oposição era gerar "confusão" entre os chavistas com o pedido de ascensão de Diosdado Cabello a ocupar interinamente à Presidência.
"Interessa ganhar tempo para as eleições (caso tenham de ser adiantadas)", disse. "O vice-presidente Nicolás Maduro consolida sua figura de líder substituto, fortalecendo-se como adversário político", acrescentou.
Posse indeterminada
O TSJ autorizou ainda que Chávez faça seu juramento do novo mandato em uma nova data, perante a Corte - norma prevista na Constituição. O que não foi dito é quando e onde isso poderá acontecer.
Contradizendo parcialmente o governo - que disse que a posse era uma mera "formalidade" -, o TSJ disse que a cerimônia "é uma formalidade necessária", porém "não determinante" para a continuidade do novo período constitucional, por se tratar de uma reeleição.
Como era esperado, o governo comemorou a sentença qualificando-a como "palavra sagrada". O Executivo acusou a oposição de pretender dar um golpe de Estado com a tese de "vazio de poder", que foi rejeitada pelo Supremo.
"Hoje está aqui governando o povo, aqui não estão sentados os oligarcas e sim os Josés e as Marias, cidadãos comuns", disse o vice-presidente Nicolás Maduro, ao comemorar a decisão do TSJ.
"Temos um só presidente, que se chama Hugo Chávez Frias, não se equivoquem", acrescentou.
Chávez não é visto em público há um mês. Sua ausência no país fortaleceu ainda mais o "mito" construído em torno à sua figura.
Desde que foi operado, diariamente são realizadas missas e cultos ecumênicos pedindo por sua recuperação. No último comunicado, há dois dias, o governo informou que a saúde de Chávez é "estável" dentro do quadro de "severa" infecção pulmonar. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC. 

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Parlamento da Venezuela adia posse de Hugo Chávez

A cerimônia será adiada até o presidente se recuperar de seu problema de saúde

REDAÇÃO ÉPOCA COM AGÊNCIA EFE
 
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Cartaz em apoio à saúde de Hugo Chávez (Foto: AP Photo/Ramon Espinosa)
A Assembleia Nacional da Venezuela afirmou na noite de terça-feira (8) que vai adiar a posse de Hugo Chávez, marcada para quinta-feira (10), para que o presidente possa se recuperar de seus problemas de saúde. A informação do adiamento foi transmitida pelo presidente da Assembleia Nacional, Diosdado Cabello, em uma carta assinada pelo vice-presidente, Nicolás Maduro, herdeiro político de Chávez.
"Presidente Chávez, esta honorável Assembleia concede ao senhor todo o tempo que necessite para atender sua doença e retornar à Venezuela quando a causa sobrevinda tiver desaparecido", disse Cabello.
Durante a sessão, a oposição ratificou a proposta de que, diante da ausência do chefe de Estado, Cabello assuma a Presidência, hipótese que foi descartada pelo Governo, que considera o juramento apenas uma "formalidade". "Em nenhum lugar a Constituição diz que o presidente da Assembleia tomará posse do cargo em caso de ausência temporária. A Carta Magna só se refere à falta absoluta", disse Cabello.
Durante o debate, a Assembleia aprovou um pronunciamento no qual respalda e ratifica "a expressão soberana do povo" que reelegeu Chávez no pleito de 7 de outubro.
Chávez está internado em Cuba desde o começo de dezembro para o tratamento de um câncer - a quarta cirurgia do tipo enfrentada pelo líder venezuelano desde que a doença foi diagnosticada, em 2011. O último boletim médico divulgado sobre o estado de saúde de Chávez dizia que o presidente está “assimilando” o tratamento contra uma insuficiência respiratória, embora ainda não tenha apresentado nenhuma melhora no quadro de saúde.
AS

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Sem Hugo Chávez, Venezuela vê declínio de influência regional

Para analistas, problemas na transição política e na economia podem fazer Caracas passar de polo de poder a palco de nova crise latino-americana.


Com a doença do presidente Hugo Chávez e as incertezas sobre os rumos da política e da economia venezuelanas, Caracas deve assistir a uma aceleração do declínio de sua influência na América Latina, segundo analistas ouvidos pela BBC Brasil.
E para alguns, dificuldades na transição política em um eventual afastamento permanente de Chávez podem até fazer o país passar de um polo de poder regional para centro de uma nova crise política latino-americana.
Até 2011, Chávez conseguiu expandir a influência da Venezuela na América Latina de duas maneiras, como explicam Carlos Romero, autor de Jugando con el globo: la política exterior de Hugo Chávez ('Brincando com o globo: a política exterior de Hugo Chávez', em tradução livre), e Francine Jácome, do Instituto Venezuelano de Estudos Sociais e Políticos (IVESP).
Primeiro, ele fez uso do que ficou conhecido como 'diplomacia do petróleo': a venda subsidiada de petróleo venezuelano a países menores da região, principalmente na América Central e Caribe, com o objetivo de conquistar o apoio político desses países.
Segundo, esteve à frente ou teve um protagonismo importante em uma série de inciativas políticas e esquemas de integração regional, tais como a Aliança Bolivariana para as Américas (Alba - um bloco de forte viés ideológico, liderado pela Venezuela) e a União de Nações Sul-Americanas (Unasul).
Foi Chávez quem propôs o chamado Banco do Sul, o fundo monetário da Unasul, por exemplo. E ele também vinha se empenhando para levar adiante projetos como o Gasoduto do Sul e a criação da Petroamerica, uma união de petrolíferas estatais.
Por volta de 2010, houve até quem visse na Venezuela um potencial rival do Brasil na busca por uma liderança regional - embora autoridades brasileiras e venezuelanas negassem qualquer rivalidade.
Dificuldades
Para Jácome, porém, hoje há obstáculos importantes em ambas as linhas de ação externa venezuelanas.
'De um lado, a possibilidade de a Venezuela usar o petróleo como instrumento de política diplomática é cada vez menor em função da estagnação da produção (da estatal petrolífera PDVSA) e das incertezas em relação à economia do país', diz.
Em 2005, a PDVSA produzia 3,27 milhões de barris diários (mbd) de petróleo e sua meta era chegar aos 5,8 mbd em 2012. A meta foi mais tarde revista para 3,50 mbd. Mas em setembro, não passava dos 3,13 mbd - menos, portanto, que em 2005.
O PIB (Produto Interno Bruto) da Venezuela cresceu 5,5% em 2012, mas segundo Jácome tal expansão foi puxada por uma forte alta dos gastos do governo no período que antecedeu as eleições presidenciais de outubro.
Um aumento do déficit fiscal (que, segundo a consultoria Economática seria de 15%, maior que o de países em crise como Espanha, Portugal e Grécia) e a queda do nível das reservas do país indicariam limites na capacidade do governo manter esse ritmo de crescimento - e também em seu poder de atrair o apoio dos vizinhos com benesses econômicas.
Saída de Chávez
'Do outro lado, ainda que o presidente venezuelano tenha apontado como sucessor o (vice-presidente Nicolás) Maduro, que circula bem entre líderes estrangeiros por seu trabalho como chanceler, é difícil pensar que ele ou qualquer outra figura do governo tenha a mesma capacidade de liderança e avance com o mesmo empenho nessas iniciativas internacionais e em uma política externa expansiva', diz Jácome.
'Problemas econômicos e políticos internos devem manter qualquer um que venha a suceder Chávez com os olhos dentro da Venezuela, não fora.'
Para Carlos Romero, nos últimos anos alguns aliados de Caracas já têm procurado se afastar de posições de Chávez vistas como radicais - por exemplo, seu discurso antiamericano e anticapitalista e apoio a países como Líbia e Síria. Uma eventual saída de cena do atual presidente, portanto, apenas aceleraria esse processo de retração da liderança regional venezuelana.
Romero menciona os casos do presidente peruano, Ollanta Humala, e do salvadorenho Maurício Funes, que segundo ele procuraram evitar uma associação com o venezuelano em suas campanhas e após serem eleitos.
'No caso dos países relativamente pequenos, houve um esforço para diversificar a economia e reduzir qualquer dependência da ajuda e do petróleo venezuelanos', acredita Romero. 'Até Cuba hoje está aumentando o comércio com países como a China, Argélia, Vietnã e México, enquanto as trocas com a Venezuela permanecem estáveis.'
Transição política
No último ano, por causa das complicações geradas por um câncer na região pélvica, Chávez já não compareceu a nenhum encontro regional fora da Venezuela.
Em dezembro, o líder venezuelano foi a Cuba para submeter-se a sua quarta cirurgia, mas antes indicou Maduro como seu sucessor, caso sua saúde o impeça de assumir um novo mandato.
A posse do presidente, que desde então não aparece em público, está prevista para o dia 10 (quinta-feira). Mas a incerteza sobre sua capacidade de comparecer à cerimônia - ou governar depois disso - está gerando grande apreensão na Venezuela.
A oposição diz que, se Chávez não aparecer no dia 10, deve ser acionado o dispositivo constitucional que prevê que, caso o presidente não tome posse, o Parlamento precisa declarar sua ausência temporária e uma equipe médica deve avaliar se ele tem condições de governar.
Nesse cenário, a Presidência seria assumida interinamente pelo presidente da Assembleia Nacional, Diosdado Cabello, e, havendo uma negativa da equipe médica, novas eleições seriam convocadas.
O governo, porém, defende que, como Chávez já era presidente, há uma 'continuidade' no governo, o que dispensaria a 'formalidade' da posse. No caso, não haveria eleições e Maduro assumiria caso Chávez não pudesse governar.
Envolvimento regional
Para Fernando Gerbasi, ex-embaixador da Venezuela no Brasil, hoje diretor da Área de Relações Internacionais do Centro de Estudos Latino-Americanos da Universidade Metropolitana, em Caracas, nesse segundo cenário, a oposição atuaria no sentido de tentar fazer a disputa escalar para uma crise de repercussões regionais, como a do Paraguai.
Gerbasi ressalta que líderes opositores já prometeram fazer protestos e enviar representantes a países estrangeiros para denunciar o que eles consideram que seria uma possível violação da Constituição venezuelana.
'Estamos nos preparando para recorrer a instâncias, países, embaixadas e organizações para que eles saibam que estão desrespeitando a Constituição (venezuelana)', disse o deputado opositor Júlio Borges à TV Globovisión.
Para Gerbasi, países como México, Brasil, Chile, Honduras e Panamá são possíveis alvos para a campanha da oposição. Outros como Bolívia, Argentina e Equador são aliados tradicionais do governo venezuelano e provavelmente se alinhariam com as decisões de Caracas.
'Esse cenário de crise é o mais drástico, mas nesse momento nada pode ser descartado', diz o ex-diplomata.



 

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Morales afirma que situação de Chávez é 'muito preocupante'




  • Morales afirma que situação de Chávez é 'muito preocupante'
    Morales afirma que situação de Chávez é 'muito preocupante'
    La Paz, 2 jan (EFE).- O presidente da Bolívia, Evo Morales, afirmou nesta quarta-feira que a situação de saúde do presidente venezuelano, Hugo Chávez, é 'muito preocupante'.
    Morales disse ainda que torce para que as orações pela recuperação do líder ajudem a 'salvar' sua vida. Chávez se encontra em Cuba, onde realizou uma cirurgia e está sendo tratado de um câncer.
    'A situação do irmão presidente Chávez é muito preocupante. Tomara que em breve possamos vê-lo e acompanhá-lo, mas a situação é muito preocupante', afirmou Morales em entrevista coletiva concedida na cidade de Cochabamba, na Bolívia.
    'Tomara que nossas orações possam ser efetivas para salvar a vida do irmão presidente Chávez', acrescentou o governante da Bolívia.
    A situação de Chávez, opinou, 'dói muito' e significa 'uma grande ausência' nos eventos internacionais, na Aliança Bolivariana para os Povos da América (Alba) e na Venezuela.
    Morales disse ainda que tentou, mas foi difícil, comunicar-se com o vice-presidente venezuelano, Nicolás Maduro, que se encontra em Havana para acompanhar o pós-operatório de Chávez.
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    terça-feira, 1 de janeiro de 2013

    Queima de fogos – Reveillon de Copacabana 2012-2013 – vídeos

    Feliz 2013! Como não poderia deixar de ser, o Ano Novo chegou com uma grande queima de fogos. A virada de ano mais famosa do Brasil atraiu mais de 2 milhões de pessoas para a Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, que tiveram várias atrações extras para comparecer e até ficar após a virada, com shows de Diogo Nogueira, Claudia Leitte e outros. Foram quatro palcos diferentes com shows para o público.
    O investimento foi pesado. Nada menos que 24 toneladas de fogos de artifício foram colocadas em 11 balsas dispostas pela orla. Tudo para fazer um show longo, com 16 minutos de duração.
    Veja o vídeo da Globo News e outro, abaixo, do Caravana Time Lapse:

    Mais outro, filmado por quem estava lá:

    Se você gravou um vídeo de boa qualidade em qualquer lugar do país, envie seu vídeo para o Youtube e nos avise para que possamos postar!
    Boas entradas!